Bioquímica e perfil de ácidos graxos plasmáticos de vacas em lactação ingerindo dietas contendo colorífico de urucum

Bioquímica e perfil de ácidos graxos plasmáticos de vacas em lactação ingerindo dietas contendo colorífico de urucum

Discente: 
Clarissa Sampaio de Oliveira
Orientador: 
Albericio Pereira de Andrade

Excesso de colesterol sanguíneo pode ser responsável pelo aparecimento das doenças cardiovasculares, especialmente a aterosclerose. A inclusão de carotenoides na dieta dos animais pode trazer benefícios à saúde humana, alterando a concentração de colesterol e perfil de ácido graxo, devido ação antioxidante. O urucunzeiro (Bixa orellana L.) apresenta um potente carotenoide natural. Objetivou-se avaliar o perfil lipídico plasmático e de ácidos graxos de vacas leiteiras que receberam dietas contendo urucum. Foram utilizadas 32 vacas Holandesas (550 kg), distribuídas em delineamento inteiramente casualizado alocadas em baias individuais submetidas aos seguintes tratamentos: (1) dieta sem inclusão de colorífico, (2) 0,08g de colorífico/kg de MS, (3) 0,12g de colorífico/kg de MS e (4) 0,16g de colorífico/kg de MS. A amostra de sangue foi coletada via punção da veia epigástrica, centrifugada e congelada para análise posterior. Os resultados mostraram que a inclusão do urucum não promove melhorias na qualidade do colesterol plasmático, aumento do HDL e diminuição do LDL (P>0,05). Os resultados indicam que a utilização de urucum na dieta de vacas não possibilita a melhoria na concentração de colesterol total, entretanto promove alteração no perfil de acido graxo plasmático (p<0,05).