Caracterização Bromatológica de Espécies com Potencial Forrageiro Disponíveis Para Ruminantes no Semiárido

Caracterização Bromatológica de Espécies com Potencial Forrageiro Disponíveis Para Ruminantes no Semiárido

Discente: 
Julyana de Sena Rodrigues Souza
Orientador: 
André Luiz Rodrigues Magalhães

A diversidade de alimentos disponíveis para a alimentação de ruminantes no semiárido deve ser considerada e utilizada como um fator positivo na produção animal da região. Nesse contexto, objetivou-se avaliar e descrever o valor nutricional das espécies vegetais: palma miúda (Napalea cochenilifera Salm – Dyck); xiquexique (Pilosocereus gounellei, A. Weber ex K. Schum. Bly. ex Rowl.); facheiro (Pilosocereus pachycladus Ritter); mandacaru (Cereus jamacaru DC.); coroa-de-frade (Melocactus bahiensis Br. Et Rose Werderm.); quipá (Opuntia inamoene K. Schum.); e caroá (Neoglaziovia variegata Mez.), a partir da composição química, fracionamento de carboidratos e dos compostos nitrogenados, dos parâmetros de degradação e fermentação ruminal. As amostras foram coletadas, sendo quatro repetições por espécie, em áreas de caatinga, na Estação de Desenvolvimento e Difusão de Tecnologia Rurais do Sertão Alagoano, localizado no município de Piranhas-AL. O fracionamento dos carboidratos e compostos nitrogenados foi realizado em base no Cornell Net Carbohydrate and Protein System (CNCPS). Utilizou-se a técnica in vitro automática de produção de gases com o sistema de ANKOMRF Gas Production System® para a predição de fermentação dos alimentos. As espécies cactáceas apresentam baixo teor de matéria seca, justificado pela morfologia e eficiência em acumular água. Facheiro (153,96 g/kg MS) e coroa-de-frade (113,23 g/kg MS) apresentaram os maiores teores de proteína bruta. O caroá se destacou como a espécie com maiores teores de fibra em detergente neutro. Para o fracionamento dos carboidratos, na fração A+B1, a palma se destaca (897,5 g/kg de CHO); coroa-de-frade se destacou com maior teor para a fração B2 (539,48g/kg MS), e para a fração C, caroá e mandacaru. Em relação ao fracionamento dos compostos nitrogenados, foi encontrado maior teor da fração A, para facheiro e coroa-de-frade e para a fração B1+B2, xique-xique e caroá tem as maiores concentrações; quanto a fração B3 a palma e mandacaru. A fração C foi maior nas espécies quipá e caroá. Os parâmetros de fermentação ruminal foram condizentes com as proporções das frações dos carboidratos bem como o conteúdo dos compostos nitrogenados.