Consumo, Digestibilidade, Comportamento Ingestivo, Parâmetros Ruminais, Séricos e Urinários em Ovinos Alimentados com Resíduo de Feijão e Palma Forrageira

Consumo, Digestibilidade, Comportamento Ingestivo, Parâmetros Ruminais, Séricos e Urinários em Ovinos Alimentados com Resíduo de Feijão e Palma Forrageira

Discente: 
Daurivane Rodrigues Sousa
Orientador: 
André Luiz Rodrigues Magalhães

Objetivou-se avaliar o efeito da inclusão da palma forrageira (Nopalea cochenillifera - Salm Dyck) e do resíduo de feijão comum (Phaseolus vulgaris L.) em rações para ovinos sobre o consumo e digestibilidade aparente dos nutrientes, comportamento ingestivo, parâmetros ruminais, séricos e urinários. Foram utilizados oito ovinos machos Santa Inês, castrados, fistulados no rúmen, com peso corporal médio de 55 kg, dispostos em dois quadrados latinos 4x4. Os tratamentos foram: dieta controle; dieta com inclusão de resíduo de feijão em substituição ao farelo de soja; dieta com inclusão da palma forrageira em substituição ao fubá de milho e dieta com inclusão tanto do resíduo de feijão como da palma forrageira em substituição ao farelo de soja e fubá de milho. O consumo de matéria seca (g/dia), em relação ao peso corporal (%PC) e peso metabólico não apresentou diferença entre os tratamentos (P>0,05). O consumo dos nutrientes seguiu o comportamento do consumo de matéria seca. No entanto, o consumo de matéria mineral apresentou diferença (P<0,05), sendo maior para os tratamentos com inclusão de palma na ração. O consumo de extrato etéreo também variou entre os tratamentos, e ao contrário do consumo de matéria mineral, foi menor para os tratamentos com inclusão de palma. O consumo total de água (água da ração mais água de bebida em Kg/dia) não apresentou diferença significativa entre os tratamentos (P>0,05). O consumo da água de bebida apresentou diferenças, sendo maior para o tratamento resíduo e controle, e menor para os tratamentos palma e resíduo/palma. Para as relações entre o consumo de água e os pesos corporais (PC) e metabólicos (PC0,75), foram observados maiores médias para o tratamento resíduo e menores para o tratamento palma. A digestibilidade aparente da matéria seca (MS), fibra em detergente neutro (FDN) e carboidratos não fibrosos (CNF) não apresentou diferença estatística (P>0,05). Porém houve diferença (P<0,05) para a digestibilidade da proteína bruta (PB), que foi maior para o tratamento palma (716,70 g/kg). Para as variáveis pH e nitrogênio amoniacal, procedeu-se análise de regressão em função dos tempos de coleta (0, 2, 4, 6 e 8 horas após a alimentação), observando-se resposta quadrática para pH ruminal em relação aos diferentes horários de fornecimento (P<0,05), houve redução nas primeiras horas após a alimentação, começando a se restabelecer oito horas após. O (N-NH3) apresentou resposta quadrática em função dos tempos após alimentação matinal, para todos os tratamentos. Os valores máximos foram obtidos duas horas após a alimentação (média de 22,23 mg/dL), justificado pela maior fermentação ocorrida durante as primeiras horas. O parâmetros urinários e perdas de nitrogênio também não apresentaram diferença entre os tratamentos (P>0,05), apresentando médias respectivamente de 23,20 e 676,99 mg/kgPC para ureia e creatinina na urina. Concluem-se que a alimentação de ovinos com palma e resíduo de feijão proporciona respostas semelhantes para o consumo, digestibilidade da matéria seca e para a maioria dos nutrientes, além de não afetar o consumo total de água, comportamento ingestivo, parâmetros ruminais, séricos e urinários.