Diversidade Genética e Associação do Gene do Choque Térmico (HSP-70.1) ao Desempenho Produtivo em Vacas Leiteiras no Semiárido

Diversidade Genética e Associação do Gene do Choque Térmico (HSP-70.1) ao Desempenho Produtivo em Vacas Leiteiras no Semiárido

Discente: 
Maria das Dores Silva Araújo
Orientador: 
Kleber Régis Santoro

O estresse térmico é um dos fatores que mais contribui para a redução da produtividade de vacas leiteiras em todo o mundo. A busca por animais adaptados a produzirem melhor em ambientes que apresentam temperaturas que podem levar ao estresse térmico é um aspecto de grande relevância para a produção leiteira do Brasil. O objetivo deste trabalho foi avaliar a diversidade genética do gene HSP-70.1 e associar os polimorfismos encontrados ao desempenho produtivo de vacas leiteiras no semiárido brasileiro. O trabalho foi realizado com animais puro das raças Holandês, Girolando (5/8H-G) e Sindi, pertencentes a rebanhos administrados pelo Instituto Agronômico de Pernambuco, Estação Experimental de São Bento do Una e de Arcoverde e Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Petrolina, respectivamente. Inicialmente realizou-se as coletas do material biológico, em seguida extração do DNA, amplificação do gene, digestão com enzimas de restrição (EcoRII) seguidos por eletroforese e fotodocumentação. Avaliou-se a variabilidade genética, o índice de diversidade padrão e a analise de variância molecular entre e dentro dos rebanhos. Em seguida foi verificada a associação dos polimorfismos sobre as características de produção de leite. Os resultados permitiram a identificação de sete polimorfismos com alguns padrões sendo compartilhados entre os rebanhos. As maiores semelhanças foram encontradas entre os padrões dos rebanhos Holandês e Sindi. O índice de diferenciação genética observou altos níveis de diferenciação tanto entre, quanto dentro dos rebanhos. Através da análise de variância identificou-se os fatores que influenciaram nas médias de produção. Diferenças significativas para a variável produção de leite foram observadas através do teste de comparação múltipla de médias, com os rebanhos apresentando padrões de polimorfismos superiores diferentes. O conhecimento da variabilidade genética do gene HSP-70.1 vem a contribuir grandemente com a bovinocultura de leite do Estado, apoiando a elevação do padrão racial dos rebanhos e possibilitando a exploração das diferentes respostas apresentadas sob condições de estresse térmico por calor.