Inclusão de Raiz de Mandioca em Rações de Vacas em Lactação

Inclusão de Raiz de Mandioca em Rações de Vacas em Lactação

Discente: 
Tibério de Albuquerque Saraiva
Orientador: 
Airon Aparecido Silva de Melo

A pecuária leiteira do estado de Pernambuco apresenta um grande potencial produtivo, com destaque para a região do Agreste, que produziu 73,02% dos 788.250 mil litros de leite bovino no ano de 2009. No entanto, a exploração pecuária da região Nordeste é afetada pelas constantes secas e irregularidade das chuvas, impedindo uma exploração racional desta atividade, uma vez que exige uma constância na produção e oferta de alimentos. Isto inviabiliza os sistemas tradicionais de produção e leva a baixos índices de produtividade observados na região. Neste contexto, observa-se que a alimentação dos rebanhos ruminantes explorados na região semiárida do Nordeste, fundamenta-se de forma predominante no pastejo de forrageiras nativas e exóticas. Um alimento cultivado com bastante sucesso na região Nordeste é a palma forrageira (Nopalea cochenillifera Salm Dyck e Opuntia ficus indica Mill), por ser adaptada as condições edafo-climáticas e apresentar altas produções de matéria seca por unidade de área, além de ser uma excelente fonte de água, energia, e, consequentemente, nutrientes digestíveis totais. No entanto, os palmais nordestinos vêm sendo dizimados pela cochonilha do carmim (Dactylopius opuntiae) o que tem levado a busca por alternativas alimentares viáveis para a região. Desta forma, uma possível alternativa para os produtores é o uso da mandioca (Manihot esculenta Crantz), planta comumente encontrada na região, que pode ter utilizada na alimentação do rebanhos. Estas culturas, quando utilizadas na alimentação animal sem critérios técnico-científicos, não resultam no desempenho animal esperado para alimentos de alto valor energético que são.