Potencial Nutritivo de Plantas Consumidas por Caprinos em uma Área de Caatinga Antropizada

Potencial Nutritivo de Plantas Consumidas por Caprinos em uma Área de Caatinga Antropizada

Discente: 
Nathallia de Medeiros Cavalcanti
Orientador: 
Dulciene Karla de Andrade Silva

As espécies botânicas da Caatinga apresentam alto potencial forrageiro, sendo consideradas como principais componentes da dieta de caprinos e ovinos da região Nordeste. No entanto, quando a área de Caatinga é submetida a perturbações antrópicas como desmatamento e queima entre outras explorações manejadas de forma inadequada. A identificação de espécies mais consumidas pelos animais neste bioma atrelada ao conhecimento da qualidade nutricional de cada uma delas, bem como da dieta selecionada pelos animais permitirá predizer de forma adequada o desempenho dos animais neste sistema, bem como maximizar a eficiência de utilização de seus nutrientes. Com isso objetivou-se avaliar a composição química, cinética da fermentação e degradação ruminal, através da técnica automática de produção de gás in vitro das espécies forrageiras mais consumidas por caprinos em área de Caatinga antropizada do Sertão de Alagoas. O experimento foi realizado na Estação de Desenvolvimento e Difusão de Tecnologias Rurais do Sertão Alagoano, pertencente à Secretaria do Estado de Agricultura e Desenvolvimento Agrário, localizado na cidade de Piranhas-AL. Foram avaliadas amostras coletadas das espécies da vegetação nativa ou introduzidas na caatinga e da dieta (extrusa) de cinco caprinos fistulados no rúmen, em área de caatinga antropizada com aproximadamente 24 hectares. O período experimental para coleta das amostras teve duração de 84 dias, divididos em cinco subperíodos de 21 dias cada. Para a escolha das espécies avaliadas, cinco caprinos fistulados no rúmen, foram monitorados visualmente por observadores previamente treinados na área da Caatinga. Observou-se o consumo e foram coletadas as espécies: Hypolytrum Pungens (capim navalha), Mimosa tenuiflora (jurema preta), Croton heliotropiifolius (velame), Neoglaziovia variegata (caroá), Melochia tomentosa L (capa bode), Caesalpinea bracteosa Tul (catingueira), Prosopis Juliflora (algaroba), Aspidosperma pyrifolium Mart. (pereiro), Bromelia Laciniosa (macambira), Além disso, também realizou-se a coleta da serrapilheira. Para realização da análise da produção de gás in vitro foram escolhidas as espécies vegetais: catingueira, velame e caroá. As análises estatísticas da composição química das espécies forrageiras e da dieta composta por a extrusa foram realizadas utilizando o PROC GLM do programa estatístico SAS (SAS, 2000), assumindo delineamento inteiramente casualisado (DIC). Para a produção de gás in vitro foi realizada análise descritiva dos dados. Os períodos influenciaram o valor nutricional das espécies forrageiras, mas não influenciaram a dieta avaliada a partir da extrusa. A produção cumulativa gás para a espécie caroá mostrou maiores valores de médias após 48 horas de incubação, sendo esse o último horário da leitura do ensaio.