Qualidade e Estabilidade da Carne de Ovinos Alimentados com Dietas Contendo Bixina

Qualidade e Estabilidade da Carne de Ovinos Alimentados com Dietas Contendo Bixina

Discente: 
Diana Vieira Rocha
Orientador: 
Omer Cavalcanti Almeida

Dada a pressão mercadológica por produtos benéficos à saúde humana, pesquisas têm sido realizadas na cadeia produtiva de ruminantes com a finalidade de atender tal demanda, uma vez que a carne e o leite desses animais apresentam potencial de danos. O objetivo do presente experimento foi avaliar o efeito da inclusão de bixina na dieta de ovinos sobre a estabilidade oxidativa, colesterol total e perfil de ácidos graxos da carne congelada. Foram utilizados 32 animais SPRD com peso de 23,17 ± 1,45 kg, distribuídos em blocos casualizados de acordo com o peso, alocados em baias individuais e submetidos aos seguintes tratamentos: (1) dieta sem inclusão de bixina, (2) dieta com 0,056 g/kg de bixina, (3) dieta com 0,113 g/kg e (4) dieta com 0,169 g/kg. A ingestão de bixina promoveu redução no índice de peróxido (P<0,05) e na concentração de substâncias reativas ao ácido tiobarbitúrico (SRAT), diminuindo em 450% a concentração de SRAT nos animais que receberam a dieta com maior inclusão (0,169 g/kg). A ingestão também promoveu alteração na concentração do colesterol da carne (P<0,05), reduzindo em mais de 70% no maior nível de ingestão (0,169 g/kg), além de alterar o perfil de ácidos graxos, diminuindo a concentração do C15:0, C17:0, C16:1, C18:0 e dos ácidos graxos saturados totais. Os resultados permitem concluir que a ingestão de bixina pelos animais possibilitou a obtenção de carne com maior estabilidade oxidativa, o que lhe confere maior vida de prateleira, além de promover alterações desejáveis à sua composição.