Suplementação com Leguminosas Sobre o Desempenho e Característica da Carcaça de Caprinos em Crescimento no Semiárido

Suplementação com Leguminosas Sobre o Desempenho e Característica da Carcaça de Caprinos em Crescimento no Semiárido

Discente: 
Liberato Lins de Oliveira
Orientador: 
Dulciene Karla de Andrade Silva

Atualmente a carne caprina é uma das mais procuradas no mercado por seus atributos nutricionais, a maioria dos criadores de caprinos estão localizados em região semiárida com vegetação de caatinga e mantém esses animais por longos períodos de tempo até o seu abate. Ofertando ao mercado carnes de animais erados que podem penalizar os atributos gustativos dessas carnes. Com a irregularidade nas chuvas, característica do semiárido, vem também a baixa de disponibilidade de massa de forragem disponível Com isso, estratégias de suplementação para suprir as exigências nutricionais de ganho são de extrema importância. Objetivou-se avaliar o efeito da suplementação com o feno das leguminosas, leucena (Leucaena leucocephala Lam.) e sabiá (Mimosa caesapiniifolia Benth) associadas ou não a palma miúda (Nopalea cochenillifera – Salm Dyck), sobre o desempenho e as características quantitativas e qualitativas da carcaça de cabritos em crescimento mantidos em pastejo no semiárido. O experimento foi realizado na Estação de Desenvolvimento e Difusão de Tecnologia Rurais do Sertão Alagoano localizado na cidade de Piranhas-AL. Foram utilizados 30 caprinos machos, castrados, sem padrão de raça definida (SPRD), divididos em dois blocos de acordo ao peso corporal. O período experimental teve duração de 105 dias, divididos em cinco subperíodos de 21 dias cada, visando o ajuste da suplementação. Os animais foram mantidos em sistema de pastejo em área correspondente a 37 ha de vegetação de Caatinga. A suplementação foi feita com base em 1% do peso corporal na matéria seca. Os animais foram distribuídos em cinco tratamentos: T1 - pastejo à vontade sem suplementação, T2 - feno de leucena (Leucaena leucocephala (Lam) de Wit.), T3 – feno de leucena + palma forrageira T4 - feno de sabiá (Mimosa caesalpiniifolia Benth), T5- feno de sabiá + palma forrageira (Opuntia fincus-indica Mill). As análises químico-bromatológicas foram realizadas no Laboratório de nutrição animal (LANA) da Unidade Acadêmica de Garanhuns. Os animais suplementados com feno de leucena + palma forrageira, obtiveram melhores resultados (P<0,05) para o peso do pernil reconstituído que os animais dos outros grupos experimentais. O IMP dos animais do tratamento 3 foi mais semelhante aos do tratamento 2 e 5 mais diferente (P<0,05) que os demais tratamentos. Os tratamentos e os blocos não influenciaram (P>0,05) as características qualitativas avaliadas. Os animais do tratamento 3 e 2 obtiveram resultados semelhantes entre si, mas o tratamento 3 obteve as melhores médias em relação aos demais, com escore entre retilíneo e convexo, resultado que pode ser considerado satisfatório para os animais em pastejo em região semiárida, que apresentam a características de percorrem grandes distancias em busca de alimentos, gerando assim um gasto de energia muito alto. O ganho médio diário (GMD) em kg/dia do presente, foi considerado satisfatório para a sustentabilidade do sistema, pois, os animais que consumiram o suplemento com feno de leguminosa como fonte de proteína e palma miúda como fonte de energia obtiveram ganhos foram suplementados até seis vezes maior que animais não suplementados (P<0,05), onde praticamente permaneceram em mantença. Além disso, foi possível aumentar também o rendimento de carcaça quente, valorizando assim o produto a ser comercializado, com maiores rendimentos de cortes nobres como paleta, lombo e pernil (P<0,05). Considerando o pernil e lombro como cortes de primeira é possível notar que os tratamento 3 apresenta 43,96% de rendimento de cortes de primeira contra 35,61% para os animais do tratamento 1 que não foram suplementados.